quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O "outro lado" dos chimpanzés

É fato inegável que as pessoas achem extremamente engraçados chimpanzés atores, vestidos como humanos e fazendo “macaquices”. Se for um filhote então nem se fala, nosso apego por essas criaturinhas que lembram bebezinhos peludos é obvia, não tem como não ser cativado.

Primeiro temos que entender que o nome chimpanzé é utilizado para um gênero "Pan" de primatas que possuem duas espécies. O mais conhecido é o chamado "chimpanzé comum" (Pan troglotydes), habitando o leste da África e um outro conhecido como "bonobo ou chimpanzé pigmeu" (Pan paniscus), vivendo somente na República do Congo.

Pan troglotydes


Pan paniscus

Enquanto os bonobos vivem em uma sociedade matriarcal, liderada por uma fêmea mais velha e usando o sexo e as caricias como moeda de troca entre os outros indivíduos do grupo, os chimpanzés comuns parecem ter saído do filme "O Planeta dos Macacos", muito mais "complexos" em organização e comportamento.

Nessa última sociedade, a violência é quem manda. Em cada grupo existe um macho alfa que cuida de todo o grupo e que também lidera os demais em patrulhas, extremamente organizadas em busca de outros grupos invasores de seu território.

Outro comportamento bem interessante desses chimpanzés é a caça. Eles caçam outros primatas em grupo, com estratégias elaboradas e até futilizando-se de "ferramentas" de caça como "pinças" e "lanças" de madeira para obter maior êxito no abate desses animais.

Suas presas geralmente são os chamados "macacos colobos", pequenos primatas arborícolas que habitam as mesmas florestas que esses chimpanzés. Segue um pequeno vídeo com o naturalista britânico, Daved Attenborough, mostrando uma caçada de um grupo de chimpanzés e sua presa, um macaco menor de outra espécie.

É bem documentada também a utilização de ferramentas para conseguir alimento, seja para quebrar nozes com pedras ou utilizar pequenos gravetos manufaturados para conseguir tirar cupins de seus esconderijos.

Fonte: BBC/Worldwide

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nova espécie de polvo é descoberta

Grimpoteuthis sp.
Foto: David Shale

A razão pela qual você talvez nunca tenha visto esse polvo por aí é que ele vive nas altas profundezas do oceano, da casa dos mil metros para baixo, onde é sempre escuro e sempre frio. Ele também nunca viu um ser humano. Provavelmente nunca viu a luz do sol (a não ser que suba eventualmente para profundidades mais rasas, o que é improvável).

Trata-se de uma nova espécie (ainda não descrita) de polvos do gênero Grimpoteuthis, popularmente conhecidos como “Dumbos”, por causa das orelhas grandes (que eles usam de fato para se locomover na água). Ela foi descoberta no fim do ano passado por pesquisadores do Censo da Vida Marinha (Census of Marine Life-CoML), um projeto internacional que está investigando e catalogando todas as formas de vida marinha do planeta.

Várias espécies de Dumbos já foram descobertas em altas profundidades. E eles não vivem sós. Já estamos acostumados a ver recifes de coral cheios de vida nas águas rasas e iluminadas próximas da costa. Mas as profundezas escuras e gélidas dos oceanos também estão repletas de vida de todos os tipos.

“Sabemos mais sobre a superfície da Lua do que sobre o fundo dos nossos oceanos”

O que nós chamamos de “fundo” é, na verdade, a maior parte da superfície do nosso planeta, com montanhas, vales, cânions e tudo mais. Só chamamos de “fundo” porque está debaixo d’água. O fato é que cerca de dois terços da crosta terrestre estão em águas profundas, abaixo de 200 metros da “superfície”. Nessa profundidade, a luz não penetra mais. Faça chuva ou faça sol, é um mundo de escuridão permanente!

O Censo da Vida Marinha já catalogou quase 18 mil espécies que habitam esse universo escuro. E certamente isso é apenas uma pequena amostra da real biodiversidade das profundezas.

Um vídeo produzido pelo Censo da Vida Marinha e pela National Geographic, serve como aperitivo: http://coml.org/embargo/deep-video. Outro vídeo, produzido pelo Greenpeace e narrado pela Sigourney Weaver, mostra, infelizmente, como estamos destruindo o fundo do mar antes mesmo de conhecê-lo: http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha.

Matéria: Herton Escobar - Fonte: O Estadão


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Absurdo, crueldade e impunidade!

Fonte: ataac.org/content/view/22/32/

Não foi noticiado na mídia com destaque em janeiro , mas trinta e uma organizações da sociedade civil brasileira solicitaram em 13/01/2009 ao representante do país junto a international whaling commission (IWC), o diplomata Fábio Vaz Pitaluga, um posicionamento contra a matança de baleias na Antártida. Apesar da moratória estabelecida pela comissão em 1986 e da declaração da região como um Santuário Antártico de Baleias em 1994, a caça está acontecendo sob o pretexto de “captura científica”. No site dos guardiões dos mares (sea shepherd) http://seashepherd.org.br/videos/ você assiste ao vídeo do Jornal Nacional sobre o assunto.

Na página do greenpeace você pode ler a carta enviada ao representante do Brasil no IWC

Sátira ao "projeto de pesquisa japonesa" extraída do site "scienceblogs".


Fonte: Trecho do "post" extraído do blog http://biologiaunifeso.blogspot.com/

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Descoberto novo parasito no Brasil

Salminus brasiliensis

Uma nova espécie de parasito vem infectando o "dourado", peixe da fauna brasileira. Pelo menos foi o que constataram os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em trabalho descrito conjuntamente com colegas das universidades Federal de São Paulo (Unifesp), de São Paulo (USP), e da Estadual de Campinas (Unicamp).

O trabalho foi publicado no periódico Veterinary Parasitology, um dos mais conceituados na área de parasitologia animal. O parasito, encontrado em pequenos cistos e nas paredes dos vasos sanguíneos dos filamentos branquiais, resultou na obstrução do fluxo sanguíneo. Sob infecção intensa, acabou por afetar negativamente as condições de saúde do peixe. E vale dizer: o dourado é um carnívoro de grande importância econômica e ecológica, tanto para a pesca extrativista quanto esportiva.

A intenção deste trabalho, coordenado pelo Cepta/ICMBio, envolve medidas para identificar e avaliar padrões de ocorrência de patogenias (estudo dos mecanismos porque se desenvolvem as moléstias) de peixes daquela região. Diga-se, a maior área úmida do mundo, onde são conhecidas mais de 260 espécies de peixes.

O conhecimento dos patógenos de peixes em ambiente natural possibilita ampliar as informações sobre as interações desses organismos com o ambiente, além de entender as pressões que estes patógenos exercem sobre os peixes e pode ser utilizado como indicadores para avaliar as alterações ambientais.

Fonte - ICMBio

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vai pescar? Cuidado para não se tornar a isca!

A "piranha" é um peixe predador voraz e com mandíbulas fortíssimas, cuja força da mordida é proporcionalmente igual a de um filhote de pitbull.

Habitualmente encontram-se em cardumes, localizados em áreas menos profundas dos rios e podem devorar pequenos mamíferos em alguns minutos. São altamente adaptadas para captar o "cheiro" de sangue de animais feridos que atravessam os rios ou que estejam desorientados em épocas de inundações sasionais.

As piranhas são peixes carnívoros de água doce que habitam alguns rios da América do Sul. Constituem um diversificado grupo de cinco gêneros distribuídos na família Characidae na subfamília Serrasalminae, a mesma dos "pacus" e "dourados".

Gêneros e espécies mais comuns...

1. Catoprion, com a espécie Catoprion mento;
2. Citharinus, com a espécie Citharinus citharus
;
3. Pristobrycon, com sete espécies;
4. Pygocentrus, sete espécies e a MAIS AGRESSIVA Pygocentrus piray;
5. Serrasalmus, com mais de 20 espécies conhecidas.


O nome piranha vem do Tupi-guarani que pode ter sido originado da composição das palavras pirá (peixe), e sanha ou ranha (dente). Outra possível origem pode ter sido originada simplesmente do Tupi, na já citada palavra pirá (peixe) e ánha (corte).






terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Descoberto dinossauro em São João do Polêsine - RS

O esqueleto descoberto é de uma nova espécie ainda não catalogada.

A descoberta de um fóssil de dinossauro em São João do Polêsine, no centro do Estado, pode ajudar a explicar como viviam os animais que antecederam a vida humana no planeta, há mais de 200 milhões de anos. O animal foi localizado em novembro de 2009 por André Brodt, que na época era estudante do Centro Universitário La Salle (Unilasalle) de Canoas e hoje é biólogo.

Ele caminhava pelo sítio paleontológico, que fica na propriedade da família Pivetta, no município da Quarta Colônia, durante uma expedição, quando enxergou uma vértebra no chão. O sítio é explorado pelo Projeto Ulbra Paleontologia, da Ulbra de Canoas, e Museu de Ciências Naturais, há cerca de 12 anos.

O local da descoberta foi demarcado e protegido. Passado o período de chuvas, o grupo voltou à cidade e montou um acampamento na propriedade rural, ao lado do local onde o fóssil foi achado. Desde então, a equipe, formada por quatro paleontólogos, dois biólogos e uma aluna do curso de Biologia, trabalha na escavação para a remoção do fóssil do solo.

Segundo os pesquisadores, as partes encontradas do esqueleto (crânio, maxilar com dentes, mão e perna articuladas) pertencem a um animal adulto, carnívoro (se alimentava de outros animais, anfíbios e até insetos), bípede, tinha cerca de 1m30cm de comprimento e 60 centímetros de altura. Ele teria vivido na região há cerca de 228 milhões de anos, no período Triássico, quando surgiram os dinossauros na Terra. Em fevereiro do ano passado, outro fóssil da mesma espécie havia sido localizado no mesmo terreno, a cerca de cinco metros de distância. Ele era um jovem, tinha um metro de comprimento e cerca de 50 centímetros de altura.

Conforme o paleontólogo, Sergio Furtado Cabreira, trata-se de uma nova espécie, ainda não catalogada. O estado de conservação dos esqueletos também contribui para a pesquisa.

– É provável que esse animal tenha morrido perto do curso d’água, caído no rio e logo tenha sido coberto pela lama. O fato de ele não ter ficado exposto ao tempo fez com que ficasse preservado – explica o paleontólogo Sergio Dias da Silva.

Até 1990, havia só um dinossauro catalogado no Estado, encontrado em 1936. Nos últimos 10 anos foram localizados outros cinco.

Vídeo desvenda segredo do "pulo do sapo".

Bufo marinus

Cientistas dos Estados Unidos usaram câmeras de alta velocidade para tentar descobrir o segredo dos longos saltos dos sapos.

Esse equipamento, capaz de registrar milhares de quadros por minuto, permitiu aos pesquisadores da Brown University, em Rhode Island, observar a capacidade de alongamento dos músculos dos sapos.

Assim, segundo eles, o animal combina a quantidade ideal de força com a energia mecânica necessária para o pulo.

Os sapos são considerados os melhores saltadores entre todos os animais vertebrados.

Algumas espécies chegam a uma distância 50 vezes maior que o tamanho de seu próprio corpo.

Fonte: BBC Brasil

Reunindo e divulgando informação!

"Da mesma forma que observamos a natureza, ela também nos observa!"
Este é o link do blog do Curso de Graduação em Ciências Biológicas do UNIFESO...
http://biologiaunifeso.blogspot.com/

E este é o link direto para o site do curso...
http://www.feso.br/unifeso/cursos/ccs/grad_biologia.html


AIB 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade


Mais uma vitória em benefício da vida no planeta!